terça-feira, 21 de abril de 2009

Não ao Racismo


O seguinte aconteceu num vôo da British Airways entre Johannesburgo (África do Sul) e Londres.Uma mulher branca, de aproximadamente 50 anos, chegou ao seu lugar na classe económica e viu que estava ao lado de um passageiro negro. Visivelmente perturbada, chamou a comissária de bordo."Qual o problema, senhora?", perguntou a comissária."Não está vendo? - respondeu a senhora - "vocês colocaram-me ao lado de um negro. Não posso ficar aqui. Você precisa me dar outra cadeira"."Por favor, acalme-se" - disse a comissária - "infelizmente, todos os lugares estão ocupados. Porém, vou ver se ainda temos algum disponível".A comissária se afasta e volta alguns minutos depois."Senhora, como eu disse, não há nenhum outro lugar livre na classe económica. Falei com o comandante e ele confirmou que não temos mais nenhum lugar nem mesmo na classe executiva. Temos apenas um lugar na primeira classe".E antes que a mulher fizesse algum comentário, a comissária continua: "Veja, é incomum que a nossa companhia permita a um passageiro da classe económica se sentar na primeira classe. Porém, tendo em vista as circunstâncias, o comandante pensa que seria escandaloso obrigar um passageiro a viajar ao lado de uma pessoa TÃO desagradável".E, dirigindo-se ao senhor negro, a comissária prosseguiu: "Portanto, senhor, caso queira, por favor, pegue a sua bagagem de mão, pois reservamos para o senhor um lugar na primeira classe..."E todos os passageiros próximos, que, estupefactos, assistiam à cena, começaram a aplaudir, alguns de pé.

Giras II


Estava-se a fazer um concurso de Tiro ao Alvo com 3 concorrentes.Um Alentejano, um Francês e um Inglês. Coloca-se uma maç emcima da cabeça de um homem e o Inglês atira a seta. Depois deacertar diz: I'm Robin Hood.O Francês atira a sua seta espetando-a em cima da do Inglês e diz:I'm Guilherme Tell.O Alentejano atira a seta acertando inevitavelmente na cabeça dohomem, olha para o público e diz: I'm sorry.

Giras I

Num congresso de genética apresentam-se os mais conceituados cientistas. Discutem e apresentam as suas novas invenções. Um Holandês: "Eu tenho a apresentar o cruzamento entre uma abóbora e uma ervilha sem ambos perderem nenhuma das suas capacidades" Todos aplaudem Um alentejano: "Eu tenho a apresentar o cruzamento entre um pirilampo e um chato sem ambos perderem as suas capacidades." Alguém pergunta "Qual a finalidade disso?" O Alentejano: "De noite, a coisa da minha Maria parece Las Vegas"

sábado, 11 de abril de 2009

Candidato à Presidencia da Câmara Municipal do nosso concelho



Não posso deixar de publicar aqui, a apresentação de Ângelo Barão. Candidato à Presidência da Câmara Municipal do nosso concelho.



“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.
Fernando Pessoa



Apresentação de Ângelo Barão
Candidato da Coligação Democrática Unitária – PCP/PEV à presidência da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António

Amigos e camaradas,
Quero começar por apresentar os meus cumprimentos e agradecer a quantos aqui comparecem nesta apresentação dos cabeças de lista da CDU nas próximas eleições para as autarquias locais.
Também quero salientar a confiança e as esperanças que em mim depositam todos os que contribuíram para que eu fosse indicado como candidato da CDU à presidência da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, a qual, estando longe dos meus objectivos de vida, passa agora a fazer dela parte integrante.
Entendo que esta não é a candidatura de um homem só, mas, antes e ainda bem, é a de uma força política da qual eu passo a ser a partir de hoje o rosto mais visível, a candidatura da CDU – Coligação Democrática Unitária – PCP/PEV, e, também, de todos os homens , mulheres e jovens que acreditam ser possível um rumo diferente e com futuro para o nosso concelho.
Quero honrar esse compromisso com as populações, na resolução dos seus problemas, na defesa dos seus direitos, na elevação da qualidade de vida, e com o meu Partido, o PCP.
Um futuro com uma direcção mais mobilizadora de energias e vontades, no sentido do desenvolvimento sustentado, do retomar da vocação produtiva do município, do desenvolvimento comercial, da requalificação do turismo, agricultura de excelência e o regresso à vocação piscatória de parte da nossa população.
Cada homem é diferente, mesmo que colocado frente a iguais desafios.
Dentro deste grande colectivo que é a CDU, desta força que luta sem descanso pelo bem-estar do nosso povo, desta força onde naturalmente destaco o PCP, partido que não aparece apenas em véspera de eleições, mas que está todos os dias do ano, na luta ao serviço dos trabalhadores, do povo e da juventude do nosso concelho, na luta concreta em defesa dos interesses de quem trabalha, e por uma ruptura com a política de direita, e por uma política e alternativa de esquerda. Desta força que tem ideias e propostas para um concelho com futuro.
Por isso queremos salientar que consideramos que o concelho de Vila Real de Santo António tem uma identidade própria e um destino intimamente ligado com o mar, o rio, as praias, o clima, a mata, o sapal o campo. São estes os elementos de referência do nosso futuro.
É na defesa deste património ambiental, a raiz da sua mais-valia para uma vida de qualidade para todos, numa economia assente no aproveitamento sustentado das nossas condições naturais, na riqueza paisagística e de lazer das nossas matas, no aproveitamento turístico de Monte Gordo e Manta Rota e da navegabilidade do Guadiana.
O turismo não pode ser apenas o dos grandes resorts e empreendimentos de luxo. Tem de assentar na diversificação da actividade e numa oferta hoteleira equilibrada, garantindo a todos os que nos visitam o direito de passarem aqui as férias que desejam e não apenas para alguns.
As actividades económicas devem encontrar na Câmara Municipal quem facilite o seu funcionamento e não levante entraves por ser desta ou daquela cor, por ser deste ou daquele ramo.
As pequenas e microempresas, que são a maioria do nosso tecido económico e que garantem a sustentabilidade anual do emprego, devem encontrar na autarquia um parceiro leal que lhes adquira bens e serviços e lhes pague a tempo e horas, para evitar constrangimentos de tesouraria.
Por isso consideramos que nas medidas de combate ao desemprego e à precariedade, é tarefa de uma Câmara Municipal o apoio efectivo às micro e pequenas empresas.
Os clubes, associações, sejam de natureza desportiva ou cultural, devem encontrar na autarquia uma instituição amiga, que estimule a sua participação, que analise as suas propostas e projectos e incentive com apoio material e financeiro a sua actividade, à medida da sua projecção, para que se afirmem e estendam o prestígio do nosso município e dêem corpo às necessidades de lazer dos cidadãos.
Igualmente, a Educação e o Ensino, a defesa da Escola Pública, tem de ser uma prioridade da Câmara Municipal, não no sentido de se substituir ao Governo, mas lutar para que o Estado cumpra o principio constitucional de uma escola para todos.
Os nossos Bombeiros Voluntários também merecem uma atenção especial, num tempo em que se questiona a sua missão. Quatro anos de mandato implicam uma redobrada atenção para com os meios e equipamentos de combate às catástrofes, assistência na emergência e apoio à saúde.
Também no sector da saúde a câmara municipal tem um importante papel, intervindo e dialogando com os governos numa postura reivindicativa, no sentido de que sejam melhoradas e descentralizadas as infra-estruturas locais, criando mais condições para um atendimento eficaz, reforçando os sistemas de assistência e estendendo-os também às freguesias de Monte Gordo e Vila Nova de Cacela. E neste quadro, a luta pela criação de uma Unidade de Internamentos do Serviço Nacional de Saúde, que cumpra o preceito constitucional de uma saúde para todos.
A Câmara Municipal deve ser uma parceira interessada no bom funcionamento das instituições de solidariedade social e no contributo para minorar as difíceis condições de sobrevivência daqueles que são apanhados nas malhas das dificuldades, para que as possam ultrapassar e retomar com a brevidade possível uma vida normal.
Quanto à PSP e à GNR, há anos que se fala em novas instalações, mas já passaram as câmaras dos outros partidos e está muito por fazer nessa área.
Temos de lembrar os governos para a necessidade de efectuarem uma revisão justa do acordo fronteiriço para que a doca de pesca se volte a encher de barcos e a lota de peixe.
Temos de jogar mão da zona industrial norte que existe no plano director municipal, desde o tempo das câmaras CDU e nem o PS, nem o PSD foram capazes de lhe dar o requerido andamento. Ali pode ser possível instalar fábricas de conservas de novo tipo e com uma nova tecnologia, porque as indústrias alimentares sempre serão necessárias para a Humanidade.
Temos de reanimar, reactivar e tornar permanente a nossa amizade e geminação com a vizinha cidade de Ayamonte e estabelecer protocolos vivos de cooperação em diversas áreas e domínios, fazendo do Guadiana apenas a estrada que nos une, e uma fonte geradora de riqueza. E também neste âmbito, dar mais força a partir da Autarquia, à luta pela criação do IVA transfronteiriço.
Temos de tornar as ruas e caminhos rurais mais acessíveis a viaturas e peões. Mas também embelezar praças e jardins e colocar mobiliário urbano, adequado a cada zona.
Temos de analisar um programa justo de distribuição das casas que estão a ser construídas, umas para que sejam compradas por quem realmente delas necessita e outras para que sejam arrendadas a famílias de baixas posses ou jovens de fracos recursos, em vias de início de uma vida familiar autónoma. Temos de requalificar as zonas que têm frente para o mar e para o rio, para que sejam as populações os primeiros destinatários desses melhoramentos e não se façam nelas projectos de duvidoso gosto urbanístico.
Importa esclarecer que a CDU apoia a actividade da construção civil e a sua capacidade de gerar emprego e que as empresas deste sector são bem-vindas no concelho de Vila Real de Santo António.
Temos que olhar com mais atenção para aqueles que exercem localmente a sua actividade.
O que importa desde já clarificar é que os promotores imobiliários que contratam essas empresas devem participar no esforço de ordenamento urbanístico e modernização do tecido urbano, não apenas por uma desejável construção de melhor qualidade, mas também pela sua própria rendibilidade e viabilidade do mercado. Já vimos onde levam as aventuras que geraram a bolha da especulação desenfreadas que têm uma elevada responsabilidade na crise que estamos a passar.
Com a CDU na presidência da Câmara Municipal, todos podem encontrar alguém que está sempre disponível para os ouvir com atenção.
Amigos e camaradas,
Nasci e amo este concelho. Sou ainda jovem, mas possuo já a maturidade suficiente que me dão as responsabilidades de família e o facto de ser pai, o que me fez conhecer os anseios das gentes até à minha geração. Igualmente, os anseios dos mais velhos conheço por com eles lidar desde miúdo e participar no grande colectivo que é o PCP e no projecto autárquico da CDU, onde levo oito anos de contributos e experiência executiva, na junta de freguesia de Vila Real de Santo António.
Nós, a CDU, acreditamos ter a força, a vontade, o empenho, a esperança e a firmeza necessária para travar o combate eleitoral e presidir à Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, se for essa a vontade dos eleitores. Se for a vontade dos eleitores do concelho, ter uma Câmara Municipal com uma gestão democrática, transparente e sem clientelas, uma Câmara ao serviço de todos.
A CDU conta com muita gente em seu redor.
Gente formada na escola da vida, nos locais de trabalho, no comércio, nas fábricas, nos meios operários, gente simples e honesta que não se revê nas políticas autárquicas quer do PS quer do PSD, que lhes viram as costas e só têm olhos para os grandes interesses.
Mas, também, gente com formação académica, juventude universitária e intelectuais com os quais contamos para enfrentar os novos desafios que se nos colocam pela frente.
Gente boa e sã da nossa terra que têm estado e vão continuar a estar na luta por dias melhores.
Tal como nos meus tempos de atleta, o meu pensamento está sempre na possibilidade de vencer, de vencer colectivamente mesmo quando os objectivos são difíceis de alcançar.
Só triunfa quem considera a vitória possível!
A CDU já presidiu dez anos à Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, teve duas presidências e, diz povo, que não há duas sem três.
O nosso programa será apresentado depois da completa constituição das listas, pois, como compreendem, é apanágio do PCP e da CDU fazer um amplo trabalho colectivo em torno dele e envolvendo desde logo todos os candidatos.
Estas minhas palavras foram ditas para que conheçam o meu compromisso, o pensamento daquele a quem a CDU confiou a responsabilidade de ser o candidato a presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António.
Antes, porém, temos pela frente as batalhas para a eleição de deputados à Assembleia da República e ao Parlamento Europeu, importantes batalhas para a definição do futuro do nosso país e para a definição de que Poder Local vamos ter para servir os cidadãos!
Batalhas eleitorais, para as quais estamos todos convocados desde já, para dar mais força à luta, ao PCP e à CDU.
Obrigado pela vossa presença! Viva o PCP! Viva a CDU!
Viva o concelho de Vila Real de Santo António

O MEL




Vantagens do mel face ao açúcar
O mel é basicamente um alimento energético, tendo como seu principal nutriente os hidratos de carbono. Conhecido e apreciado desde os tempos mais remotos, ele pode ser utilizado na alimentação, sobretudo como substituto do açúcar. Eis algumas das suas vantagens:- Mel é um alimento natural, de fácil digestão, não contém gordura nem colesterol.- Mel é menos calórico do que o açúcar.- Mel contém minerais e vitaminas.- Mel diminui o poder oxidante da carne quando pincelada antes do seu preparo.- Mel deixa os alimentos mais corados, especialmente carnes e pães.- Mel é ideal para molhos.


Algumas propriedades do Mel
Ao contrário do açúcar refinado, utilizado como adoçante mas que facilita o acumular de gorduras, o mel ajuda a eliminar as toxinas favorecendo a digestão. Além disso:
- É um óptimo revigorante para pessoas cansadas e nervosas.
- É bom na prevenção e combate de gripes e constipações.
- O efeito expectorante combatendo a tosse, inclusive a de indivíduos fumadores.
- É bactericida, anti-séptico, anti-reumático, vasodilatador, diurético e digestivo, ajudando no tratamento de gastrites.
- Na sua utilização externa, o mel acelera a cicatrização da pele em feridas e queimaduras leves.
- O mel aumenta o nível de antioxidantes no sangue.
- É um óptimo hidratante, servindo para limpar e nutrir a pele.
- É óptimo na revitalização do cabelo, mantendo-o sadio.
- Mastigar o favo de mel é excelente para o tratamento da sinusite e rinite.
- O mel é recomendado nos casos de incontinência urinária nocturna das crianças.
- A ingestão de mel é recomendada com sucesso para cãibras.
- É um óptimo tonificante (tonifica e rejuvenesce a pele e os músculos, anti-espasmódico, sedativo, etc.).
As Maravilhas do Mel
O mel como alimento, é importante para o equilíbrio do processo biológico do organismo. O mel contém glicose e frutose que após a sua ingestão entram directamente na corrente sanguínea, tornando-o um produto de elevado teor energético. O mel pode também ser utilizado como medicamento. Adicionar mel à sua alimentação diária enriquece a sua qualidade de vida, pois estimula e aumenta a resistência física do seu organismo.
O Mel e as Abelhas


As abelhas convertem o néctar das flores em mel, o qual armazenam nas suas colmeias. O néctar é uma solução aquosa, composta de açúcar, proteínas, ácidos e sais minerais. O processo de formação do mel começa quando a abelha suga o néctar de uma flor e o deposita no papo, uma espécie de bolsa que ela tem no corpo. Aí, e por intermédio de enzimas, o açúcar do néctar é decomposto em dois açúcares mais simples, a frutose e a glicose. Quando retorna à colmeia, a abelha deposita o néctar nos favos, onde o mesmo se irá transformar em mel. Durante esse processo, o néctar perde grande parte da água que contém, transformando-se numa substância muito doce, o mel, composto em média por 80% de hidratos de carbono, 15% de água, e 5% de substâncias diversas (ácidos, sais minerais, vitaminas, etc.).


Segundo cientistas Neozelandeses, o mel pode ter um efeito benéfico na diminuição da ansiedade, bem como diminuir os efeitos do envelhecimento. Afirmam ainda que uma dieta onde esteja incluído diminui o stress.

Curiosidade sobre a evoluçao dos tempos


O primeiro computador (ENIAC Electronic Numerical Integrator and Computer) foi inventado com o objectivo de efectuar os cálculos de balística do exercito Norte-Americano, durante a II Guerra Mundial. Este computador pesava 30 toneladas, consumia 200 000 Watts de potência e ocupava varias salas.
A capacidade do ENIAC era efectuar cálculos em 30 segundos, que antes, manualmente, duravam 12 horas.
Após 10 anos de utilização o ENIAC tornou-se obsoleto e economicamente, não era viável. Passados 12 anos o computador construído, só já pesava 3 toneladas e consumia 50 Kwatt e claro, posteriormente com a evolução dos conhecimentos, foram sempre sendo melhorados ate aos dias de hoje, que conseguimos ter computadores com apenas 2 kg e uma capacidade de armazenamento infindável e com desempenhos sempre em melhoria.

sexta-feira, 10 de abril de 2009


O Meu Serviço Militar


BST (Batalhão de Serviços e Transportes), apelidado pela malta de Batalhão da Santa Tropa e ainda Batalhão de Surf e Turismo, onde cumpri o meu serviço militar entre Outubro de 1996 e Abril de 1997.
Quando fui chamado para o recrutamento, em Faro, fiquei de imediato a saber qual seria a minha especialidade, dado a pergunta que me foi feita e a reacção do indivíduo.
A primeira pergunta foi: “Tem carta de condução?”, quando respondi que sim, o individuo rio-se e comentou com o colega do lado: “Mais Um!” Fiquei apavorado! Este gajo não me grama e vai mandar-me para uma tropa macaca bem dura!
Após adiamento de um ano, para concluir os estudos (que não aconteceu) lá estava o meu nome nos Editais da Câmara Municipal de Castro Marim. Estremeci ao ver o nome exposto. Tinha alguma esperança de ficar na reserva.
No Edital pedia para comparecer, salvo erro, dia 06 de Outubro no BST, na Av. Alfredo Bem Saúde, Sacavém/Lisboa.
Lá fui eu, nunca mentalizado que ficaria lá.
À porta do quartel, um RV recepcionava o pessoal, «Tudo em bicha pirilau!», gritava ele! Era bicha pirilau para tudo.
Quando cheguei à fase das medidas e levantamento de fardamentos, comecei a mentalizar-me que não tinha hipótese, estava lixado, já não sairia dali!
No segundo dia confirmei as minhas expectativas, iria para a especialidade de condutor de pesados.
Inicio da Recruta
De manhã, bem cedo, instrução com dois furriéis e um alferes, para aprendermos a marchar, apresentar arma, etc., formação para a carta de pesados. Na parte da tarde era sempre uma incógnita, ou corríamos feitos loucos à volta do quartel, ou rastejávamos na lama feitos porcos. Pior era quando íamos para a pista de obstáculos. Quem não se lembra do “quebra canelas”, ou da “vala dos 3 metros”, ou do “pórtico” (o meu maior pesadelo), este último, quando nos foi apresentado e explicaram qual o seu objectivo, ia-me mijando todo só de imaginar.
Todo este “terrorismo” duraria 3 meses (recruta).
Tive a sorte de ter uma camaradagem de 1ª, no 2º pelotão da 1ª companhia e nos instrutores, furriéis, pouco mais velhos que nós, que nos encobriam nas patuscadas na caserna e nas fugas nocturnas, nos seus carros particulares.
Castigos I (supostamente)
Certo dia, um camarada fazia anos e presenteamo-lo durante todo o dia “a encher” (flexões). Depois, na parte da tarde, falamos com o furriel para nos levar para fora do quartel, no seu carro, para irmos beber um copo à sua saude.
Quando se está na recruta, não se pode sair do quartel, sem autorização do Oficial Dia e nunca desfardados.
O furriel alinhou! Levou a malta para fora, escondida no seu carro.
Atenção, eu no dia seguinte estava de serviço à cozinha, tinha de sair com um carro, ás 06:00 horas da manhã, para ir buscar o pão a Chelas.
Aconteceu que, à vinda da noitada, a malta toda animada, com confiança, não nos escondemos no carro para entrar, longe de pensarmos estar o Oficial Dia na porta de armas. Quando o soldado de serviço nos abriu o portão, rapidamente apareceu o dito. Olhou-nos um por um, com um olhar ameaçador, como quem diz “amanhã pagam-nas!”
Como referi anteriormente, eu tinha de sair às 06:00 horas, buscar o pão.
Estou tramado, não há hipótese! Ele acabou de me ver entrar e agora tenho de ir ter com ele para assinar o boletim de viaturas, para sair. Tem de ser!
Quando me viu, só disse: “Você?”, com um sorriso irónico. Jamais vou esquecer aquele olhar!
Assinou o boletim de saída e lá fui.
Toda a viagem fui pensando o que me iria acontecer. No mínimo um fim-de-semana de castigo.
Às 10:00 horas da manhã fui chamado ao edifício de comandos, pelo meu superior responsável, sargento-ajudante. Indivíduo porreiro, dado a espera da sua reforma.
«Meu ajudante dá licença?»…..Depois de um longo discurso a repreender pelo sucedido, mais nada se passou. Um porreirinho!
Depois desta situação, o ajudante Saraiva, em vez de ter começado a ser mais rude com a malta, não.
Cinco estrelas! Quando o levava em serviço de logística, passávamos pelo mercado dos Olivais Sul, e comprava sempre para a malta, bolas de queijo flamengo ou pacotes de “madalenas”. Um Bacano!
Castigos II
Já em “SEN” (recruta cumprida), a realizar o 1º serviço de fim-de-semana (creio que foi o único que fiz), foi-me dito por um camarada que ao fim de semana não havia serviços, para ficar descansado.
Acordei por volta das 10:00 horas, tomei um duche, vesti o fato de treino, fui tomar café e depois para a sala de cinema, onde pretendia passar todo o dia.
Por volta das 12:30 horas batem à porta da sala de cinema. Era a camarada Pinto que estava de serviço na porta de armas. Com cara de pânico diz-me: «Ferreira tás f…! O Oficial Dia anda à tua procura há muito tempo! Espera por ti na porta do refeitório.
Eu, sem perder tempo a mudar de fardamento, apressei-me a ir ter com ele.
«Meu tenente dá licença?», Ele: «Você é que é o Ferreira?» Eu: «Sou sim meu tenente!» Ele: «O que é que você faz de fato de treino c……?» Eu: « (expliquei a situação)», Ele: «Você é de onde c……?», Eu: «Do Algarve!», Ele: «então não conhece Lisboa?», Eu: « Não muito meu tenente.», Ele: «Ainda bem c……, você vai levar a Dª Rosa(cozinheira) a Carnaxide! Para lá ela indica-lhe o caminho, para cá desenmerde-se, tem todo o dia! Agora desapareça-me da frente c……!».
Lá vou eu com a Dª Rosa, que era uma simpatia, para Carnaxide.
Tentei decorar o caminho para voltar mas……cheguei mesmo muito tarde.
Castigos III
Na altura da “Operação Orion”, relacionado com a Bosnia, fizemos uma figuração de combate na Serra de Mafra, em conjunto com todo o batalhão.
Equipados com o M64 completo, lá fomos nós.
À chegada, fomos instruídos para a operação, que consistia basicamente na defesa de uma determinada área.
Eu e mais 3 camaradas, fomos colocados numa frente do terreno, cada um em sua trincheira.
Esta situação duraria o dia inteiro e como a malta já sabia, dentro dos nossos M64 vinha todo o tipo de iguarias. Chouriço, Queijo, Conservas, Pão, Vinho MM, etc.
Não nos aparecia ninguém na zona. Que pensamos? Juntámo-nos numa só trincheira e fizemos uma petiscada, um festim. Espectáculo! Belo Dia!
No meio de grandes rizadas e cigarradas, ouvimos uma voz imponente que nos fez tremer. Era o Capitão. Agora nada a fazer, estávamos sujeitos, fomos apanhados!
Levamos uma bronca daquelas…!
Soubemos mais tarde que deram connosco porque o suposto inimigo, invadiu a área e chegou ao objectivo sem ninguém o ver. Ops…!
Castigo IV (O susto)
Quase a terminar o serviço militar, sou solicitado pelo 2º sargento para um serviço de recolha de mobiliário, em Sintra, para uma instituição de caridade.
Nesta altura, a Av. Alfredo Bem Saúde encontrava-se em obras. A construção de mais uma faixa de rodagem.
A viatura para executar o serviço foi um camião (DAF ya 4440 D4*4 de 5 Toneladas).
Quando ia sair do quartel, o porta de armas manda parar o trânsito para a viatura militar entrar na via.
Arranco! Quando chego a meio da faixa de rodagem deparo-me com separadores no meio da via que me impossibilitavam de voltar á esquerda, obrigando-me a fazer marcha a trás.
Antes de iniciar a marcha a trás, olhei para os retrovisores, não vendo qualquer obstáculo, arrancando com segurança. Repentinamente a meio da marcha, sinto um forte impacto, ficando com a traseira da viatura no ar. Apressadamente, saio da viatura e vou ver.
Meu Deus! Estou f…! Agora é que casei com a tropa!
Debaixo do camião estava um Seat Ibiza, novo, com apenas três meses. Dentro da viatura, estava um capitão do exército à civil, com o eixo traseiro do camião a roçar-lhe o nariz. O homem estava branco e verdadeiramente assustado.
Estando o capitão com uma viatura civil, aproveitou a saída da viatura militar, seguindo-o colado, para entrar na Avenida.
Depois de muitas investigações por parte da PE, ninguém soube dizer-me o que se iria passar.
Quanto a mim, eu não era culpado, dado a viatura militar ser muito larga, não conseguindo visionar a viatura ligeira.
Depois de completar o serviço militar, já em casa, fui chamado ao quartel para prestar declarações sobre o acidente. Pensei: Vou para a casa da “Rarta”(cadeia militar).
Prestei apenas declarações e voltei para casa, Ufa!
Só muito mais tarde, recebi uma carta do quartel a informar que estava INOCENTE!
Safei-me de mais uma.Acreditem que, o meu serviço militar de seis meses pareceram-me anos.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Tenho Medo!...


Agora não posso entrar em desespero! Não é o fim do mundo! Ou melhor, será o fim do mundo que eu conhecia. O meu mundo agora é outro, porque terei mais um outro de quem serei responsável. Vou aguentar! Vou adorar! Serei adorado e ficarei com certeza babado.Leio bastante sobre o assunto da gestação e nascimento. Não posso descorar carinho e atenção à minha presenteadora. Sei que nesta fase ficará carente, ou melhor, mais carente e não quero de forma alguma ser responsável por traumas ou desordens psicológicas dela e da minha cria.Estou animado! Mando a “minha gravidez” para cima dos meus amigos e conhecidos.Não quero entrar em paranóias na hora do parto. Quero assistir! Sei que a minha presença será importante para a segurança emocional dela, que estará sob altíssima pressão.Serei com certeza exigente com aquela bicharada de médicos, enfermeiros e auxiliares.Acontecem negligências incríveis nas maternidades, que meu filho não será vítima.Estarei presente, discreto, mas muito atento!Após o milagre, não deixarei de agradecer e elogiar os bons serviços. Sorrisos largos levaram.Como não, haverá distribuição gratuita de pêra da época!Será esta cria e sua mãe a ensinarem-me mais um caminho.Quero sorrir ao mundo com alegria e esperança no olhar! Quero acreditar no futuro!....Mas tenho tanto medo! Medo do que virá! Medo do que lhe espera!...

Descriminação e Preconceitos


“ O preto é igual ao branco, o pobre não é menos que o rico, ou o doente não pode ser descriminado e sim acarinhado.” Não é esta a realidade! São frases correctas, mas que muitos não o sentem realmente, dizem-no porque “fica bem”.
Tenho momentos que dou por mim a interiorizar e imaginar-me na vida de outras pessoas, a fim de tentar perceber os seus sentimentos, sofrimentos e frustrações.
Como é cruel para algumas pessoas que além de a vida não lhes ter corrido bem, por problemas vários, ainda terem de passar por situações de exclusão da sociedade como de bichos se tratasse. É um problema muito grave e que deveria ser um assunto insistentemente discutido pelos governantes. É um problema que deveria tocar realmente na moral dos cidadãos, não só na época Natalícia, como é habitual, mas todos os dias do ano.
Será correcto passarmos na rua com o nosso filho e dizermos: “Vês filho é um mendigo, pobrezinho, coitadinho”. Ajudará isto em algo o “coitadinho”? Muitos, nem um simples bom dia ou boa tarde tem direito! Seria correcto parar e explicar ao nosso filho que a vida não são apenas sonhos e ilusões, o que vê é uma realidade e que não pode acontecer!
A senhora, quando olhar para a primeira montra, apaga da memória o sentimento solidário e esquece o problema. Para o seu filho (futura sociedade), o mendigo apenas existe, “coitadinho”.

O povo está cego!

A velha máxima de “Quanto mais me bates mais gosto de ti” é pura e dura!
Todos nós sabemos e sofremos as consequências da crise mundial. Isto não desculpabiliza de forma alguma o governo actual. Pelo contrário, são políticas como o nosso governo pratica que tem vindo a afundar a economia mundial.
Este governo pretende investir o que não tem, em projectos monstruosos como, TGV, Aeroportos, etc., só com o fim de mostrar obra feita (fui eu que fiz), sem a preocupação do endividamento.
É com certeza necessário o investimento público para o desenvolvimento do Pais, mas agora?
Numa fase tão crítica para a comunidade, creio que há preocupações muito mais prioritárias!

Autobiografia

Criança com um mundo próprio. Isolado de Tudo, o mundo para mim resumia-se a meus pais, irmãs e muitas brincadeiras.Minha irmã Tininha, a mais velha, com diferença de dois anos da minha irmã do meio, a Sónia e eu um felizardo, o mais novo. Diferenças muito curtas que me permitia ter brincadeiras todo o dia.A Tininha adorava fazer caminhos e garagens em barro, para os meus carrinhos, a Sónia preferia o faz de conta com os bonecos. Para mim um delírio, até que uma de elas se nega-se a uma brincadeira. Ficava furioso, com o orgulho ferido, fugia para longe e chorava. Só a minha mãe fazia-me acalmar e juntar-me de novo as minhas irmãs. Era sempre assim, ou a minha mãe vinha ter comigo, ou eu ia ter com ela.Meu pai chateava-se bastante, estando ele presente, eu recorria sempre à minha mãe.Dado eu viver isolado e conviver apenas com a minha família, a minha mãe, uma semana antes de começar a escola, começou a preparar-me psicologicamente, dizendo-me que agora seria diferente, iria conhecer novos amigos e as brincadeiras já não seriam frequentes, por causa do estudo.Chegou o dia. A minha mãe acompanhou-me até à escola primária de Aldeia Nova, onde iniciaria uma nova etapa.Eu, muito tímido e envergonhado, por ver tantos meninos desconhecidos, não largava o braço da minha mãe e chorava, não queria entrar na escola. Aproximou-se uma amiga da minha mãe e “com cara de poucos amigos”, agarrou-me numa orelha e colocou-me dentro da escola, como se de uma boa acção para com a minha mãe se tratasse. Com tal susto, não chorei mais. Até hoje, fiquei com esta imagem gravada na memória.Não comecei os estudos com as melhores impressões, mas logo fiz bons amigos e tudo correu naturalmente.Perfazendo o ensino primário, tive a sorte de continuar com os meus melhores amigos nas minhas turmas do ciclo preparatório e secundário, até ao 9ºano.Na altura em que frequentava o 7ºano, nas ferias escolares, comecei a colaborar num pequeno bar de praia, o que durou dez épocas balneares. Esta ocupação deu-me a oportunidade de conhecer e relacionar com varias pessoas diferentes, da primeira experiência de trabalho e responsabilidade, ganhar alguns conhecimentos de hotelaria e claro, ganhar algum dinheiro. Este último factor, foi o mais marcante, em relação à opção de deixar os estudos para começar a minha vida laboral.Os meus pais sempre tentaram contrariar a minha ideia de abandonar os estudos, explicando-me que sem estudos, não conseguiria arranjar um emprego bem remunerado e que teria de fazer face ao aumento das despesas.Consegui concluir o 9º ano. Nesta altura, propuseram-me trabalhar numa empresa de mobiliário, á qual não resisti.Iniciei funções, logo após o termo do ano lectivo, como ajudante de montagens. Aprendi muito com o meu colega, na montagem de roupeiros por medida, cozinhas, construção e montagem em oficina, etc.No primeiro ano de empresa, ascendi a carpinteiro de 1ª, iniciando-me a só nas montagens, onde permaneci durante cinco anos.A empresa compreende-se em, oficina de carpintaria, armazém de stock, salão de exposição e duas lojas.Recebi a proposta para fiel de armazém, onde deixaria as montagens e começaria a fazer gestão de stocks, atendimento ao público, montagens personalizadas no cliente, reparação de mobiliário, tendo a cargo um ajudante. Efectuei estas funções durante quatro anos.Um dia em conversa com um amigo, soube de uma vaga, na empresa onde trabalhava. Explicou-me que se tratava de uma empresa de Segurança Privada e todos os seus serviços. Aliciou-me bastante. Começava a ter problemas de coluna, devido ao esforço de transportar o mobiliário e o vencimento na Segurança Privada, igualava-se.Efectuei então o curso de aptidão, ficando apto.Iniciei serviço em 2003, escalado para o Centro de Saúde de Vila Real de Santo António.Durante os primeiros quatro meses, arrependi-me bastante, dado a responsabilidade e o stress constantes. Aqui era-me exigido uma enorme gestão de sentimentos, saber dar prioridade ás situações mais grave e suportar o desespero dos utentes.Depois de muitas petições á minha chefia, comecei a efectuar serviço no Praial (Investimentos Turísticos da Praia Verde), onde o serviço era mais calmo. Consistia em rondas pela urbanização e controlo de alarmes e moradias.Mais tarde, comecei a fazer serviços em simultâneo, no Praial, Parque Natural da Ria Formosa, onde efectuava a recepção de clientes para visitas ao parque, Casino de Monte Gordo, onde o serviço consiste em controlo de entradas de funcionários, fornecedores e visitantes, verificação de sacos e embalagens e comando da Central de Incêndios.Até esta altura, encontrava-me satisfeito com o meu serviço, apesar do vencimento ser baixo, dava para gerir minimamente a minha vida, também pela minha situação de solteiro e sem encargos. Nunca tinha feito grandes projectos e não tinha ambições.Ao conhecer Célia, minha esposa, a minha forma de pensar mudou radicalmente. Já com algumas lições de vida, mulher de responsabilidades, com uma filha de anterior casamento, fez-me pensar na necessidade de melhorar as nossas vidas. Começamos conjuntamente a fazer projectos de futuro, conscientes que os nossos vencimentos não nos podiam dar muitas garantias, limitando-nos os projectos.Comecei então uma busca exaustiva a classificados de jornais, Internet, Centros de Emprego, apercebendo-me que, qualquer emprego com alguma qualidade, exigia mais do que o 9ºano de escolaridade.Sentindo-me perfeitamente capacitado para assumir algumas das ofertas de emprego anunciadas, as habilitações não eram suficientes.A minha esposa já tinha completado o 9ºano no projecto RVCC em Tavira e soube da abertura de inscrições para obter o 12ºano em Vila Real de Santo António, do mesmo projecto.Não hesitamos. Inscrevemo-nos os dois, na esperança de melhorar as nossas vidas.Tendo a noção da dificuldade que é encontrar empregos, será esta, mais um ponto a nosso favor para acrescentar ao nosso curriculum.